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As grandiosas paisagens do Douro internacional

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Ao longo de 120 quilómetros, o rio Douro estabelece a fronteira entre Portugal e Espanha. Um território de uma beleza paisagística de cortar a respiração, dotado de um património cultural muito próprio e integrado numa das maiores áreas protegidas da Europa. Venha conhecer melhor este recanto único, venha conhecer o Douro internacional. Manuel de Sousa Depois de termos conhecido a nascente do rio Douro, em Picos de Urbión , e de termos acompanhado o seu percurso entre Sória e Zamora , vamos agora falar do chamado Douro internacional . São 120 quilómetros em que o rio, profundamente encaixado, estabelece a fronteira política entre Portugal e Espanha. Temos perante nós uma região de uma beleza paisagística de cortar a respiração, uma diversidade natural ímpar e um património cultural muito próprio, que o secular isolamento ajudou a preservar. Douro Internacional ou Arribas do Douro; foto de 2008 [CGRM | Wikimedia Commons ] Uma das maiores áreas protegidas da Europa Neste trajeto, o Douro

As primeiras pontes da "cidade das pontes"

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Abandonada a ideia de erguer uma colossal construção em pedra, a ponte das barcas foi a solução possível para uma ligação permanente entre as duas margens do Douro. A ponte pênsil que lhe sucedeu, recorrendo à tecnologia do ferro, nunca ofereceu garantias de segurança convincentes. Venha conhecer a história das primeiras pontes que ligaram Porto e Gaia.  Manuel de Sousa View of the city of Oporto , de Charles Van Zeller (des.) e Robert Havell (grav.); gravura de 1833 [Arquivo Municipal do Porto | Porto Oitocentista ] O Porto é conhecido como a cidade das pontes , por ter seis pontes que o ligam a Vila Nova de Gaia, sendo que uma delas até está, há trinta anos, sem qualquer utilização. Aliás, o Porto já tinha essa designação quando havia apenas três pontes! É verdade que, em Portugal, não há outra cidade com tantas pontes (com a óbvia exclusão de Vila Nova de Gaia que, desde 1984, também é cidade). Mas, não sei se o(a) estimado(a) leitor(a) tem noção, mas em Londres, por exemplo, há 34

Recordar a Exposição Colonial de 1934

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Na Exposição Colonial de 1934, os portuenses puderam observar indígenas das diversas colónias em simulacros de vida quotidiana nas suas aldeias autóctones. Apesar do enorme sucesso que alcançou, o evento caiu quase completamente no esquecimento. Mas trata-se de algo que não deve ser esquecido. Vamos recordar. Manuel de Sousa Palácio de Cristal transformado em Palácio das Colónias para a Exposição Colonial; foto de 1934 [Alvão | Porto Desaparecido ] Ao longo do século XV, os navegadores portugueses foram explorando a costa africana. No entanto, uma vez descoberto o caminho marítimo para a Índia (1498), as atenções nacionais centraram-se no lucrativo comércio com o Oriente. Enfraquecido o domínio português na Ásia, em virtude da concorrência de outras potências europeias, o Brasil apresentou-se com a grande aposta da colonização portuguesa. Durante quase quatro séculos, a costa de África  contou com escassíssima população europeia,  funcionando, fundamentalmente, como fonte de pessoas e

O desejo num elétrico chamado 7

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A música Pica do 7 veio despertar no grande público português a curiosidade em relação a uma linha de elétrico que ligava o centro do Porto à Ponte da Pedra. Na verdade, ao longo de grande parte do século XX, o 7 foi responsável pelo desenvolvimento e integração na cidade de um importante eixo que incluía Arca d'Água, Amial e São Mamede de Infesta. Venha saber mais! Manuel de Sousa O 7 no seu término, na Ponte da Pedra, vendo-se o pica a colocar o trólei na posição para regressar ao Porto, enquanto os passageiros aguardam, em plena estrada; foto de 1974 [ Porto Desaparecido ] Nada me dá a pica que o pica do 7 me dá Todos conhecem a música Pica do 7 , cantada por António Zambujo, com letra do maiato Miguel Araújo. Pois bem, neste artiguinho vamo-nos debruçar sobre esta linha de elétrico que, na verdade, eram três: o 7, propriamente dito; o 7 \ (lê-se sete com traço ); e o 7\\ (lê-se sete com dois traços ), sendo os últimos desdobramentos do primeiro. Nesses tempos, no carro elétric